Digo que faço auto-terapia. Cada sonho, pensamento e reação que tenho são exaustivamente trabalhados. Se me falta tempo durante o dia, o faço durante a noite, sonhando. Acordo cansada, mas aliviada porque aprendi alguma coisa.
Acho que faz parte da natureza ariana - impulsiva e imediatista - de não deixar nada prá trás sem proveito. Ainda não sei onde, mas quero chegar em algum lugar com isso.
No entanto, estou longe da auto-suficiência. Bem longe...
Por dias e dias (cerca de seis meses, na verdade) fui entristecendo. Cada dia um pouco mais. Fui perdendo o brilho no olhar enquanto tentava encontrar um próximo objetivo a perseguir. Comecei a achar a vida chata e evitar as pessoas. Chorar sem motivo. Chorar MUITO sem motivo. Sentir sono, MUITO sono. Enfim...deprimi.
Engraçado que quando a gente entra nesse o caminho é afundar mesmo quando se sabe nadar. O máximo que fazemos é acender o sinalizador. Se ninguém joga a bóia, já era...
Me jogaram a bóia e eu segurei. Como por mágica, pés na terra outra vez, parece que nem água engoli.
A família jogou a bóia. Quem puxou a corda foi um ser-humano maravilhoso, profissional perfeito. O cara mandou bem. Em uma ou duas horas me deu lição de vida. Pode ser que demoraria meses de terapia com outra pessoa.
Compreendi que meus pensamentos estavam me afundando, não a realidade. Tenho que cuidar do que penso. Tenho que pensar no que me faz feliz. Sou eu quem faço meu mundo girar. É você que faz o seu.
No máximo, vez por outra, alguém precisa dar um empurrãozinho...